A batalha das mulheres não se limita ao campo político e social, pautas sobre saúde feminina são muito relevantes e necessárias. A enfermeira Gilze Francisco preside o Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama e as Redes Femininas de Combate ao Câncer Nacional e do Estado de São Paulo. Foi dela também a iniciativa do Outubro Rosa no Brasil em 2007.

“Espero que as políticas públicas compreendam que o olhar sobre a causa oncológica tenha que ser mais cuidadoso e generoso, que entendam que um paciente empoderado é o paciente que come adequadamente, tem acesso a diagnóstico precoce, tratamentos necessários e segurança financeira durante o mesmo”, aponta.

A enfermeira se define como uma auto defensora da causa do câncer de mama. Em 1999, aos 38 anos, ela foi diagnosticada com a doença, foi mastectomizada e teve muitos efeitos colaterais do tratamento. Durante o processo, ela desenvolveu um trabalho virtual unindo as experiências como paciente e enfermeira.

Fotos: Erika Martins

Este trabalho trouxe frutos valiosos, o que deu destaque nacional a sua história. “Em 2001, participei do Domingão do Faustão e houve uma enorme repercussão, culminando com a fundação do Instituto Neo Mama”, conta Gilze.

A primeira sede do Instituto foi inaugurada em 2002, com suportes inéditos para o tratamento do câncer de mama. Todo serviço oferecido é gratuito, direcionado às mulheres acometidas pela doença, seus familiares e cuidadores.

“Não imaginava estar onde estou, ver as pessoas que confiaram nas propostas idealizadas por mim bem, felizes, reinseridas na vida familiar e social, muito mais inteiras apesar de qualquer mutilação causada pelo câncer”, conta Gilze Francisco.

www.neomama.org.br/doar

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